segunda-feira, 29 de agosto de 2011

OCORRÊNCIAS DE CARANGUEJOS ARANHA (Libínia ferreirae) ASSOCIADOS COM ÁGUAS-VIVAS EM PRAIAS DO LITORAL SUL DO ESTADO DE SÃO PAULO (BRASIL).


RESUMO:
Os oceanos ocupam uma área correspondente a 70,7% do planeta com variações de profundidade, salinidade, temperatura, pressão, além de características químicas que variam de uma região para outra. Desta forma, em condições ambientais tão distintas, é natural que as formas de vida também sejam as mais diversas possíveis, cada qual adaptada as características locais. Neste contexto, os caranguejos são animais de fácil adaptação. Crustáceos que se alimentam de peixes e restos de outros organismos. Os Caranguejos Libínia ferreirae conhecidos pelo nome popular de Caranguejo Aranha, são animais frágeis e lentos em relação a outras espécies e assim predados facilmente por peixes (Boschi et al., 1992), usam entre algumas das estratégias de sobrevivência, esconder-se dentro de algumas espécies de Águas-Vivas para se protegerem e compartilhar a alimentação. Com variações nas características da água do mar, causadas por poluição e variações de temperatura, muitas Águas-Vivas, acabam sendo levadas para a areia da praia, onde terminam por morrer presas na areia. Como os caranguejos Libínia ferreirae se alojam no interior das Águas-Vivas, estes acabam morrendo também pela dificuldade em sair do interior das mesmas. Este tipo de ocorrência vem se repetindo em algumas das praias do litoral sul paulista e foram registradas ocorrências entre os meses de junho a julho de 2011. Em 23 de julho de 2011, o fato se repetiu e foram observados a presença dos dois organismos associados nas praias de Mongaguá, Peruíbe, Praia-Grande e em menor número Guarujá, todas cidades do Estado de São Paulo. O maior número de animais mortos foi de Águas-Vivas isoladas, sem a presença do caranguejo em seu interior, no entanto em alguns casos foi possível a observação dos dois animais associados e com o caranguejo apresentando ainda sinais de vida, enquanto as Águas-Vivas todas mortas. Considerando que a temperatura no Estado de São Paulo neste período do ano, atingiu níveis muito baixos comparando com anos anteriores e conseqüentemente levando a água das praias também a níveis mais baixos, pode-se então supor que esta tenha sido uma das razões para o fato da grande mortandade das duas espécies de animais marinhos, merecendo, no entanto maiores estudos e pesquisas na identificação dos reais motivos que levaram a esta incomum ocorrência.
Palavras-Chave: Caranguejos, Águas-Vivas, Praia-Grande, Crustáceos.

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